sábado, 12 de abril de 2014

ABRE aspas


ENTREVISTA COM ROBERTO CREMA
Educação, violência e família foram os temas discutidos em entrevista concedida ao POPULAR pelo psicólogo e antropólogo Roberto Crema, autor e coautor de 30 livros. O educador esteve recentemente na capital ministrando palestra sobre O Sentido da Mudança, na 1ª Jornada Transdisciplinar da Universidade Internacional da Paz (Unipaz), da qual ele é reitor, e cuja programação prevê diversos eventos em Goiânia nos próximos oito meses. Crema viaja pelo Brasil e pelo mundo dando cursos e proferindo palestras sobre a importância da abordagem holística, que traz ao homem uma perspectiva integrada de todos os aspectos construtivos e colaborações preciosas provenientes da ciência, da filosofia, da arte e da tradição de cunho espiritual. Confira abaixo.
Estamos passando por um tempo de mudanças?

Como disse o educador e escritor Pierre Weil (1924-2008), em um título de seus livros, nós vivemos uma época de mudança em uma mudança de época. Então, vivenciamos um momento intensificado de transformações e tudo indica que, para cada modelo que se encontra esgotado, outro surge mantendo o positivo do esgotado, ampliando horizontes em que a dimensão do sujeito, da alma e da consciência também seja considerada em última instância. Essa época que está surgindo é a do encontro da ciência com a consciência.

Quais as maiores dificuldades e oportunidades nesse momento de mudança?

As dificuldades dizem respeito à resistência ao passado. E as pessoas apegadas a ele terão poucos recursos. Como a tradição antiga chinesa indica em um hexagrama, a palavra crise ao mesmo tempo é perigo e oportunidade. É perigo para as pessoas despreparadas, que estão olhando apenas para trás, e é oportunidade para aquelas que se prepararam minimamente para o desafio da nova consciência, que implica uma nova atitude frente aos desafios do momento.

O que é essencial ao bom educador?

O passado é ilusão e o futuro, uma ficção. Nós precisamos de uma educação para o agora, não para depois. Um bom educador é como um bom jardineiro. Prepara um solo fértil, adubando-o de forma bem dosificada, podando justamente - cada planta necessita de uma poda especial -, dialogando e cantando para a biodiversidade de seu jardim. Mais do que um conhecedor de botânica é um amante das plantas, que não compara um lírio com uma rosa, exigindo dos dois o mesmo currículo e a mesma performance, naturalmente. Nas escolas normóticas nos faltam jardineiros que tenham uma ética da diversidade, que possam abençoar essa sabedoria que cada criança traz em si e facilitem o potencial humano.

O que é normose?

É uma patologia que possui um postulado sistêmico e outro evolutivo. A normose surge no sistema em que existimos, no qual predominam o desequilíbrio, a violência, o egocentrismo, a falta de escuta, a falta de visão e a corrupção. Por outro lado, também se caracteriza por uma estagnação evolutiva da falta de investimento naquilo que é propriamente humano. Nos últimos séculos, temos investido no mundo da matéria, o que leva uma pessoa a estar totalmente despreparada para a crise contemporânea. O melhor investimento nesse momento é na dimensão da alma para o desenvolvimento da inteligência emocional, relacional, e nós perdemos de vista esse alcance do potencial da alma.

Qual a função da família na construção da visão integral do mundo e da vida?

A família foi desconstruída. Nós terceirizamos a educação, não existe mais a função de um pai e de uma mãe. Infelizmente, se tradicionalmente existia a ausência do pai, agora por uma justa causa, porque o movimento feminino da liberdade foi muito importante, os meninos estão crescendo sem pai e sem mãe. Então, de fato, precisamos resgatar certos valores, porque a família é uma célula de uma sociedade e, se a sociedade está dominantemente doente, essa família vai estar também manifestando essa contradição sistêmica. Portanto, precisamos resgatar a saúde de uma família e isso pede novamente por uma nova educação, uma que seja iniciada no útero, que é a primeira sala de aula em que a mãe e o pai são os primeiros mestres. Assim, precisamos resgatar certos princípios fundamentais a partir dos quais poderíamos reconstruir uma possibilidade de existir um espaço que seja mais humano, mais saudável e mais pleno.

Por que as pessoas têm dificuldade de entender as outras?

Só compreende o outro quem aprendeu a se conhecer, quem conquistou um centro, colocando em ordem a sua própria casa: corpo, psique, consciência. Necessitamos de uma inteligência fundamentada na consciência de não dualidade, nas fontes vivas da autêntica espiritualidade que se traduzem por amor solidário. O ego precisa ser orientado pelo Ser. O problema não é o conhecimento, a informação, e sim a formação. O problema é o discernimento, o que fazer diante dessa Torre de Babel virtual. Temos uma quantidade de informações, mas as pessoas estão cada vez mais ansiosas, cada vez mais perdidas, porque não há dimensão do discernimento de um sujeito que possa distinguir entre a erva daninha e o trigo, e essa é a questão. Não podemos compreender o outro e o mundo se não compreendemos minimamente quem nós somos.

Qual a melhor forma de combater a violência e o medo que dominam as grandes cidades?
Necessitamos, mais do que nunca, de uma educação para a paz e a não violência. Cada um de nós representa um pedacinho de praça pública e é a partir daí que podemos exercer a nossa liberdade. Antes de buscar instituir uma paz social e ambiental, precisamos trabalhar por uma paz no interior de nós mesmos, e a partir disso expandimos essa paz para a sociedade e para a natureza. Quando dentro de nós a emoção está em guerra com o pensamento, a sensação está em guerra com a intuição, quando a inteligência masculina da efetividade está em guerra com a inteligência feminina da afetividade, como podemos ser instrumentos de paz?
Fonte: e-mail recebido de Marcos E. Bandeira Maia
+ 55 11 7264.4989 + 55 11 3146.1973 
Kiman solutions


sexta-feira, 11 de abril de 2014

em SINTONIA




Anjo da DIVERSÃO para abril 

Maximize todos os momentos de jovialidade. Experimente um envolvimento prazeroso em todas as suas atividades e desfrute o que estiver fazendo. Divirta-se!


A Diversão está no centro de nossa criatividade e anima nossos seres nos momentos de maior despreocupação. Ajuda-nos a viver com o absurdo, o paradoxo e o mistério. Alimenta nossa alegria e admiração. Mantém-nos com os pés no chão em nossa busca pelo significado das coisas.

Há tantas coisas acontecendo no mundo e dentro de nós, que nossos níveis de stress se alinharam para cima a um novo “normal”, criando uma epidemia oculta de desordem de deficiência de imaginação. A diversão é um antídoto para o stress. Ambos podem absorver nossa atenção e causar uma torrente de emoções que afetam enormemente nosso quociente de felicidade.

A diversão nos conecta ao mundo imaginário e enriquece nosso metabolismo da vida. É integral na geração de insights e de realizações sem esforço. A diversão literalmente nos dá um “respirador” – restaurando nossa vitalidade num nível interno.

Este mês, ache uma atividade divertida que cative totalmente sua atenção ao ponto em que o tempo pareça passar mais devagar ou até mesmo parar, e que a voz interna – aquela que faz comentários constantes quanto àquilo que você está fazendo, fez ou fará – se cale. Ria das piadas, das situações de si mesma com o coração.

Desejando que a brincadeira e a alegria se espalhem em todos os momentos de Abril. Transformando FDD em F.

Carinhosamente
Kathy
©1981-2014 InnerLinks 
Angel® Cards is a registered trademark of InnerLinks

www.taygeta.com.br