sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

em SINTONIA



Se você trabalhou com o Anjo da COMPAIXÃO durante o mês de janeiro, dê-se alguns minutos para deixá-lo ir com gratidão, antes de dar as boas vindas ao Anjo do DESPERTAR na sua vida, no mês de Fevereiro.

Despertar: Deixe que o sol ilumine suas partes entorpecidas, dormentes ou esquecidas. Lave o sono dos seus olhos e dê as boas vindas ao novo amanhecer.

Grande parte de nossa identidade foi esculpida por nossos pais, professores, amigos e por como queremos que os outros nos vejam. Temos carregado isto como o ponto de referência de quem somos; a pessoa pela qual nos tomamos – preocupada com suas metas, medos, desejos e problemas.

Quando a pessoa acorda, percebe que a verdadeira situação é que não haja interrupção de experiência. Não é algo que não estava ali, agora é manifesto. É mais do que se tornar consciente da presença de algo que sempre esteve lá e sabe-se que esta lá, mas é esquecido.

Abaixo da superfície há um EU profundo,vasto e autêntico, mas geralmente sua presença está encoberta pelo ruído do “EU” menor com suas necessidades e exigências. Essa confusão entre o Eu menor e o Eu maior é a ilusão central da condição humana e a penetração dessa miragem é o despertar.

Antes que possamos reconhecer as realidades maiores, que são mais extensas e multidimensionais, é um boa ideia primeiro aprender como manejar nossa energia e sermos responsáveis por nossos pensamentos e emoções. Porque, como nós despertamos, eles automaticamente e imediatamente se traduzem em ação.

Para sermos bem sucedidos na criação de um novo mundo paradigma em meio ao caos planetário atual, precisamos descobrir uma abordagem mais cheia de luz e mais inclusiva da vida do dia-a-dia. Ao invés de reforçar o falso Eu, aprenda a estar com a mente acordada que se esconde internamente.

Invocar a sua presença divina com a intenção de permitir que lembranças adormecidas no fundo possam agitar e curar os principais obstáculos ao seu estado de vigília. Peça uma abertura energética para lembrar o seu verdadeiro EU - com tanta certeza que você nunca vai esquecer.

Que as emanações do Anjo do Despertar possam preencher o seu mês de antecedência. Que você possa se lembrar da sua origem e acolher o novo amanhecer.

Kathy Tyler & Joy Drake -
http://www.innerlinks.com/

Um abraço e ótimo mês.
Olga Cristina Amato Balian
TAYGETA EDITORA & CONSULTORES
INTERNATIONAL SUBSIDIARIES INNERLKINKS BRAZIL
Tel: 11 – 5572-9477 ou Fax: 11 – 5539-5252
Sites: www.taygeta.com.br ou www.fcpconsultores.com.br

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ABRE aspas

Para começar bem o mês de fevereiro e viver bem‏
Texto enviado por Robson Santarém via e-mail.

“Meu avô costumava dizer que tudo está interligado entre si e que nada escapa da trama da vida. Ele costumava me levar para uma abertura da floresta e deitava-se sob o céu e apontava para os pássaros em pleno vôo e nos dizia que eles escreviam uma mensagem para nós. “Nenhum pássaro voa em vão. Eles trazem sempre uma mensagem do lugar onde todos nos encontraremos”, dizia ele num tom de simplicidade, a simplicidade dos sábios. Outras vezes nos colocava em contato com as estrelas e nos contava a origem delas, suas histórias. Fazia isso apontando para elas como um maestro que comanda uma orquestra. Confesso que não entendia direito o que ele queria nos dizer, mas o acompanhava para todos os lugares só para ouvir a poesia presente em sua maneira simples de nos falar da vida. Numa certa ocasião disse que cada coisa criada está em sintonia com o criador e que cada ser da natureza, inclusive o homem, precisa compreender que seu lugar na natureza não é ser o senhor, mas um parceiro, alguém que tem a missão de manter o mundo equilibrado, em perfeita harmonia para que o mundo nunca despenque de seu lugar.

“Enquanto houver um único pajé sacudindo seu maracá, haverá sempre a certeza de que o mundo estará salvo da destruição”. Assim nos falava nosso velho avô como se fôssemos – eu e meus irmãos, primos e amigos – capazes de entender a força de suas palavras. Só bem mais tarde, homem adulto, conhecedor de muitas outras culturas, pude começar a compreender a enormidade daquele conhecimento saído da boca de um velho que nunca tinha sequer visitado a cidade ao longo de seus mais de 80 anos.
Percebi, então, que meu avô era um homem com uma visão muito ampla da realidade e que nós éramos privilegiados por termos convivido com ele.

Estas lembranças sempre me vêm à mente quando penso na diversidade, na diferença étnica e social. Penso nisso e me deparo com a compreensão de mundo dos povos tradicionais. É uma concepção onde tudo está em harmonia com tudo; tudo está em tudo e cada um é responsável por esta harmonia. É uma concepção que não exclui nada e não dá toda importância a um único elemento, pois todos são passageiros de uma mesma realidade, são, portanto iguais. No entanto, não se pode pensar que esta igualdade signifique uniformidade. Todos estes elementos são diferentes entre si, têm uma personalidade própria, uma identidade própria.

Através de minhas leituras e viagens fui compreendendo, aos poucos, aquilo que o meu avô dizia sobre a sabedoria que existe em cada um e todos os seres do planeta. Descobri que não precisa ser xamã ou pajé para chacoalhar o maracá, basta colocar-se na atitude harmônica com o todo, como se estivéssemos seguindo o fluxo do rio, que não tem pressa... mas sabe aonde quer chegar. Foi assim que descobri os sábios orientais; os monges cristãos; as freiras de Madre Teresa; os muçulmanos; os evangélicos sérios; os pajés da Sibéria, dos Estados Unidos, os Ainu do Japão, os Pigmeus; os educadores e mestres... descobri que todas estas pessoas, em qualquer parte do mundo, praticando suas ações buscando o equilíbrio do universo, estão batendo seu maracá. Entendi, então, a lógica da teia. Entendi que cada um dos elementos vivos segura uma ponta do fio da vida e o que fere, machuca a Terra, machuca também a todos nós, os filhos da Terra. Foi aí que entendi que a diversidade dos povos, das etnias, das raças, dos pensamentos é imprescindível para colorir a Teia, do mesmo modo que é preciso o sol e a água para dar forma ao arco-íris.”
(Daniel Munduruku é indígena, filósofo, escritor premiado e doutor em educação. Vale conhecer sua obra!)

Eis a responsabilidade de cada um de nós que os nossos velhos pajés nos alertam: “Enquanto houver um único pajé sacudindo seu maracá, haverá sempre a certeza de que o mundo estará salvo da destruição”. Que possamos assumi-la conscientemente e contribuir para a harmonia no planeta, nas organizações em que atuamos e em todos os espaços... Que todos sejam abundantemente abençoados neste mês de fevereiro!

Fraternalmente.

Robson Santarém
Lúcia Santarém
Anima Consultoria para Evolução Humana
www.animah.com.br
(21) 2607.9317
(21) 9143.6883